sábado, 23 de dezembro de 2017

Dos Chaabi a Cheb Khaled (Argélia)

Por uma Nova Ordem. For a New Order. Pour un Nouvel Ordre. ¡Por un Nuevo Orden! لطلب جديد! Kwa Amri mpya!





















































quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Somi: Four African Women (Rwanda)

My skin is black
My forehead long
My hair is wooly too
And my back is strong
Strong enough to carry on
After genocide and all my family gone
What do they call me?
My name is Gatsinzi

My skin is pink
It used to be black
My mirrors and my magazines
Made me cry
Discarded western bleaching creams
Eat away at my skin and self-esteem
What do they call me?
My name is beauty queen

My skin is black too
My eyes are hollow
My loins are cold
My marriage pure
You'd never know the horror in my skirt
They told me it wouldn't hurt
What do they call me?
My name is Mariatou

My skin is brown brown
My hair is fine
My hips still invite you
My mouth still tastes like wine
Hope this European trick
Will get me a visa, not get me sick
What do they call me?
My name is Asawo

















Minha pele é negra
Minha testa longa
Meu cabelo também é lanoso
E minhas costas são fortes
Forte o suficiente para continuar
Após o genocídio e toda a minha família foi
O que eles me chamam?
Meu nome é Gatsinzi

Minha pele é rosa
Costumava ser preto
Meus espelhos e minhas revistas
Me fez chorar
Cremes de branqueamento ocidentais descartados
Comer na minha pele e auto-estima
O que eles me chamam?
Meu nome é Beauty Queen

Minha pele também é preta
Meus olhos são vazios
Meus lombos estão com frio
Meu casamento puro
Você nunca saberia o horror na minha saia
Eles me disseram que não daria mal
O que eles me chamam?
Meu nome é Mariatou

Minha pele é marrom-marrom
Meu cabelo está bem
Meus quadris ainda convidam você
Minha boca ainda tem gosto de vinho
Espero este truque europeu
Me obterá um visto, não me deixa doente
O que eles me chamam?
Meu nome é Asawo

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Afia Mala: Lonlon Vanvan (Togo)

Não se engane quanto à teoria. Observe atentamente por dentro, e não em volta das bordas! O Togo, apesar de institucionalmente um dos países africanos mais conservadores (apenas três presidentes, todos eles conservadores, desde a data da independência), também tem seus e suas eminentes simpatizantes da Tricontinental!


















quarta-feira, 29 de novembro de 2017

[Documentário] Richard Pakleppa: Angola, Saudades de Quem Te Ama




Histórias dramáticas do pós-guerra, num país que luta para se reerguer e que se defronta com novos dilemas Este documentário foge à narrativa tradicional. Em "Angola, Saudades de quem te ama" uma voz desconhecida lê cartas que levam o espectador às diferentes realidades do país. Através do documentário, travamos conhecimento com alguns meninos de rua, que nos mostram uma sociedade terrivelmente desigual. As filmagens do documentário tiveram início em 2003 com imagens recolhidas nas províncias angolanas de Huambo, da Huíla, do Kuando-Kubango, do Bengo, de Benguela e de Luanda, e a sua montagem aconteceu em Londres (Inglaterra). "Angola, Saudades de Quem Te Ama", de Richard Pakleppa, foi considerado o melhor documentário no festival cinematográfico Dos Três Continentes (África, Europa e América), realizado em Johanesburgo e na cidade de Cabo, na África do Sul, em Setembro de 2005. Richard Pakleppa - 2006

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Thomas Mapfumo (Zimbabwe)

Imaginava-se já a queda rápida do regime de Ian Smith, mas nem tanto a do Partido Nacionalista na África do Sul. Quem iria subir ao poder depois da vitória? Nkomo, Sithole ou Mugabe? Como foi que Thomas Mapfumo, um dos maiores e mais politizados músicos do Zimbabwe, acompanhou o processo? Tornou-se em seguida um dos mais sonoros adversários de Mugabe, enquanto exaltava a libertação de seu país e dos países vizinhos.



















quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Luambo Makiadi "Franco" (Congo)

Interessante texto escrito por Sebastião Kupessa, "O grande filósofo do espaço Kongo", publicado no Wizi-Kongo.com, Portal do Uíge e da Cultura Kongo (30 de outubro de 2017). Eis um trecho:

"Jamais um artista da expressão Kongo compôs canções signicativas como o Franco. Por muito tempo, ele incarnou a sabedoria kongo incluída na Rumba congolesa. As canções como “Kinzonzi kya Tata Mbemba” e “Kinsiona” quando chora o seu irmão menor, outro artista famoso, Bavon Marie Marie, vítima de acidente de viação em 1972, onde sauda a sabedoria contida no Kinzonzi, essa arte de diálogo para encontrar soluções e exortando “kinzonzi kya sisa e ba mbuta, kala ye ngangu, o lu vova mawu, lwa syama lwa kola”. No “Mambu ma miondo”, em 1974, onde exalta a luta de libertação dos povos de Angola, Namíbia, Moçambique, Guiné Bissau, Zimbabwe, etc.  Na sua obra-prima, “oh Miguel”, um maxi-single com a compilação de 5 canções, contém uma obra em kikongo intitulada”lwa funguna e masumu”, composta no estilo reggae."



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Somália: Fitas perdidas do Corno da África


Nos anos 70 e 80, antes de a Somália haver sido destruída pela guerra civil, o país do Leste Africano tinha uma vibrante cultura da música pop; bares e clubes floresceram em Mogadíscio e em Hargeisa. A música que ressoava sobre essa atmosfera de uma cultura secularmente conhecida por sua paixão pela poesia e pelos refinados jogos de improviso poético e musical foi recentemente reunida na compilação "Sweet as Broken Dates: Lost Somali Tapes from the Horn of Africa".

Vale enfatizar que, mesmo após a guerra civil ter começado em 1991 e o país haver sofrido uma desastrada intervenção dos Estados Unidos, a indústria da música da Somália desempenhou um papel importante para lembrar as pessoas de sua cultura e por que deveriam retornar a ela.

A compilação de 15 músicas inclui alguns dos maiores sucessos da Somália. Bandas como Iftiin, Dur Dur, Sharero, Waaberi e canoras como Faadumo Qaasim e Hibo Nuura serão apresentadas no álbum.

Vik Sohonie, da Ostinato Records, diz que a cultura somali é "uma cultura de compositores e de teatro", que Mohamed Siad Barra tentou desenvolver depois de chegar ao poder quase uma década após a independência, a fim de descolonizar o país e exportar sua própria cultura.

Fonte (texto por mim adaptado): Africa Leadership, 16 de outubro de 2017: http://africanleadership.co.uk/somalia-turns-music-post-civil-war-reconstruction/


sábado, 7 de outubro de 2017

C. C. Barnard: One Way Ticket to Monrovia (Libéria)

C. C. Barnard canta no programa de honra do presidente Ellen Johnson Sirleaf em Atlanta, Geórgia, 16 de março de 2006. Charles Taylor era sentenciado pelo Tribunal da Haia, e a Libéria se tornava um canteiro de obras, com investimentos diretos oriundos de antigos e novos aliados, dos Estados Unidos à Líbia. 





domingo, 3 de setembro de 2017

"Mwalimu" Thomas Wasonga: Tushangilie Kenya

As composições de "Mwalimu" ("professor", em swahili) Wasonga abarcam todos os cantos do Quênia. São canções de teor nacionalista, bem conhecidas por todos os quenianos. Segundo o site Music in Africa, "suas canções inspiram o verdadeiro espírito do nacionalismo e um senso de orgulho e patriotismo". Cantariam seus corais em todas as línguas nacionais?

















À frente de seu "National Mass Choir", não pôde deixar de prestar homenagens ao ditador Daniel arap Moi, o Big Man que acabara de suceder ao malogrado Kenyatta:

















Com a palavra, o Professor.

sábado, 2 de setembro de 2017

Ibrahim Al-Safi ( إبراهيم الصافي): A destruição do mundo, تفنى الدنيا،مرزكاوي ليبي (Líbia)

Não há cantor mais conhecido na bela cidade de Benghazi que Ibrahim Al-Safi. Apenas para aqueles que viveram os tempos áureos da Líbia, com seu petróleo "doce" e as maldições que se lhe seguiram.

Sim, a Líbia também pertence à África. 



Rica e multicolorida.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Dimi Mint Abba (Mauritânia)

Dimi Mint Abba, ícone da música de tradição griot da Mauritânia, nascida em 1958 em uma família de casta baixa ("iggawin") especializada na tradição griot. Moderna e inovadora sem deixar de ser "tradicional" - como dizem os cientistas sociais mais antiquados -, compôs músicas famosas e populares em seu país, como "Hailala" e "Koumba Bay Bay".

Os pais de Dimi eram ambos músicos (seu pai tinha sido convidado a compor o hino nacional mauritano), e ela começou a tocar em uma idade precoce. Sua carreira profissional começou em 1976, quando ela cantou no rádio e depois competiu, no ano seguinte, no concurso Umm Kulthum, em Túnis. Sua canção vencedora, "Sawt Elfan" ("A Plumagem da Arte") tem como refrão "a plumagem artística é um bálsamo, uma arma e um guia que ilumina o espírito dos homens", o que pode ser interpretado como significando que os artistas desempenham um papel mais importante do que os guerreiros na sociedade.

Sua morte, em junho de 2011, foi descrita como "uma perda nacional" por Mohamed Ould Abdel Aziz, presidente da Mauritânia.



Ora, tão "étnico" quanto o pop inglês ou coreano.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

DjurDjura: Tahuzzut, "Canção de Ninar" (Cabília, Argélia)

DjurDjura é o nome de um grupo argelino "Kabyle" de música folclórica instrumental e vocal, dedicado aos cânticos em língua tamazight ("berbere"), fundado em 1979 por Djouhra Abouda (conhecida como Djura). Suas cantoras usam roupas tradicionais  dos imazighen, mais conhecidos como "berberes". As músicas, escritas por Djura, são baseadas em poemas de inspiração social, mas também e especialmente feministas. A história do grupo está igualmente associada um contexto familiar patriarcal particularmente violento e opressivo. Djura descreveu, em sua obra autobiográfica "Le voile du silence", publicada em 1987, sua história e a do grupo até essa data. 

O nome do grupo advém da designação da cordilheira da Cabília, Djurdjura (جبال جرجرة), que integra a cadeia montanhosa dos Atlas do Tell. Foi visitada por Ibn Battuta, e Fernand Braudel, em seu clássico "La Méditerranée", descreveu liricamente suas neves perenes,não muito longe do litoral.




quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cissé Adboulaye: Les Vautours (Alto Volta/Burkina Faso)

O país ainda se chamada Alto Volta, e a canção foi composta cinco anos antes da ascensão de Thomas Sankara ao poder, e menos de dez anos antes do assassinato deste.

Desde então, os povos da África
Procuram novamente o que perderam
O que eles tinham mais caro no mundo
Já desapareceu com as abutres
E todas as noites
Ao redor da fogueira,
Os sons do tam-tam se elevam no céu
Procuram-se ainda
Os tesouros perdidos
Que os abutres levaram.

















Sur la cité, la cité endormie Un vautour a plané dans la nuit Et de sa voix, oui de sa voix lugubre Il a troublé le silence de la nuit Et tous les hommes, encore ensommeillés Se sont dressés, comme au cri d’une alarme Et le vautour a reprit son vol Il est repartit je ne sais où. Refrain : Le ciel d’Afrique était si serein Le sol d’Afrique connaissait la paix Depuis ce jour, les armes se sont dressées Oui depuis ce jour les hommes se sont battus. Le lendemain, toujours à la même heure Plus de cent vautours ont plané dans la nuit Et sur les arbres, autour du village Ils se sont perchés attendant le matin Ils ont surpris toute la cité Et ravagé tout sur le passage Ils ont su tromper la vigilance Des braves gardes qui veillaient sur le village Refrain : Le ciel d’Afrique était si serein Le sol d’Afrique connaissait la paix Depuis ce jour, les armes se sont dressées Oui depuis ce jour les hommes se sont battus. Depuis ce temps, les peuples de l’Afrique Recherchent encore ce qu’ils ont perdu Ce qu’ils avaient de plus cher au monde A disparu avec les vautours Et tous les soirs Autour du feu de bois, Les sons de tam-tam s'élèvent dans le ciel On recherche encore L'introuvable trésor Que les vautours ont emporté.


Na porta de casa.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Emel Mathlouthi, آمال المثلوثي: Ya Tounes Ya Meskina (Tunísia)

Ya Tounes, ya meskina, "Pobre Tunísia"



Ya Tounes ya meskina - Oh pauvre Tunisie !
Ils disent n’avoir peur que de Dieu.
Quand j’ai grandi et que face au monde j’ai ouvert les yeux,
J’ai trouvé qu’ils craignaient tout sauf le bon Dieu.
La peur réside dans leur os,
Le mutisme est leur lot.
A l'école on le leur a enseigné
et dans les têtes bien incrusté.
Oh pauvre Tunisie !
Dans tes contrées tu erres accablée,
Oh Tunisie, ma pauvre Tunisie,
Dans tes contrées tu erres accablée,
Par tes murs, tes fleurs sont piétinées
Ils disent plein de choses
Qu’en deux lettres on peut résumer.
J’ai voulu crier : Ahhhhh,
On m’a dit : avec toi nous sommes prêts.
Mais l'écho de ma voix est revenu écorché,
Et dans ses rangs je les ai tous trouvés.
Oh pauvre Tunisie !
Ton soleil est en train de te et de nous brûler.
Oh Tunisie ma pauvre Tunisie,
Ton soleil est en train de te et de nous brûler.
On m’a conté un rêve qui se répète nuit après nuit.
Un rêve ou le sacré est profane et le profane sacré.
Le licite est interdit, et l’illicite toujours permis.
Des gens y sont des serpents et d’autres des fourmis.
Les serpents écrasent, écrasent, écrasent les fourmis.
Mais comment rêver si le sommeil m'a déserté ?
Quand j’ai grandi et qu'il était déjà trop tard,
J’ai réalisé que ce rêve... c’était ma Tunisie…

Mohamed Bouazizi, símbolo da Primavera Árabe.



Carlos Burity: Malalanza (Angola)

De volta ao labor. Não é possível deixar só os "chinocas" trabalharem.