quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Somália: Fitas perdidas do Corno da África


Nos anos 70 e 80, antes de a Somália haver sido destruída pela guerra civil, o país do Leste Africano tinha uma vibrante cultura da música pop; bares e clubes floresceram em Mogadíscio e em Hargeisa. A música que ressoava sobre essa atmosfera de uma cultura secularmente conhecida por sua paixão pela poesia e pelos refinados jogos de improviso poético e musical foi recentemente reunida na compilação "Sweet as Broken Dates: Lost Somali Tapes from the Horn of Africa".

Vale enfatizar que, mesmo após a guerra civil ter começado em 1991 e o país haver sofrido uma desastrada intervenção dos Estados Unidos, a indústria da música da Somália desempenhou um papel importante para lembrar as pessoas de sua cultura e por que deveriam retornar a ela.

A compilação de 15 músicas inclui alguns dos maiores sucessos da Somália. Bandas como Iftiin, Dur Dur, Sharero, Waaberi e canoras como Faadumo Qaasim e Hibo Nuura serão apresentadas no álbum.

Vik Sohonie, da Ostinato Records, diz que a cultura somali é "uma cultura de compositores e de teatro", que Mohamed Siad Barra tentou desenvolver depois de chegar ao poder quase uma década após a independência, a fim de descolonizar o país e exportar sua própria cultura.

Fonte (texto por mim adaptado): Africa Leadership, 16 de outubro de 2017: http://africanleadership.co.uk/somalia-turns-music-post-civil-war-reconstruction/


sábado, 7 de outubro de 2017

C. C. Barnard: One Way Ticket to Monrovia (Libéria)

C. C. Barnard canta no programa de honra do presidente Ellen Johnson Sirleaf em Atlanta, Geórgia, 16 de março de 2006. Charles Taylor era sentenciado pelo Tribunal da Haia, e a Libéria se tornava um canteiro de obras, com investimentos diretos oriundos de antigos e novos aliados, dos Estados Unidos à Líbia.