domingo, 3 de setembro de 2017

"Mwalimu" Thomas Wasonga: Tushangilie Kenya

As composições de "Mwalimu" ("professor", em swahili) Wasonga abarcam todos os cantos do Quênia. São canções de teor nacionalista, bem conhecidas por todos os quenianos. Segundo o site Music in Africa, "suas canções inspiram o verdadeiro espírito do nacionalismo e um senso de orgulho e patriotismo". Cantariam seus corais em todas as línguas nacionais?

















À frente de seu "National Mass Choir", não pôde deixar de prestar homenagens ao ditador Daniel arap Moi, o Big Man que acabara de suceder ao malogrado Kenyatta:

















Com a palavra, o Professor.

sábado, 2 de setembro de 2017

Ibrahim Al-Safi ( إبراهيم الصافي): A destruição do mundo, تفنى الدنيا،مرزكاوي ليبي (Líbia)

Não há cantor mais conhecido na bela cidade de Benghazi que Ibrahim Al-Safi. Apenas para aqueles que viveram os tempos áureos da Líbia, com seu petróleo "doce" e as maldições que se lhe seguiram.

Sim, a Líbia também pertence à África. 



Rica e multicolorida.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Dimi Mint Abba (Mauritânia)

Dimi Mint Abba, ícone da música de tradição griot da Mauritânia, nascida em 1958 em uma família de casta baixa ("iggawin") especializada na tradição griot. Moderna e inovadora sem deixar de ser "tradicional" - como dizem os cientistas sociais mais antiquados -, compôs músicas famosas e populares em seu país, como "Hailala" e "Koumba Bay Bay".

Os pais de Dimi eram ambos músicos (seu pai tinha sido convidado a compor o hino nacional mauritano), e ela começou a tocar em uma idade precoce. Sua carreira profissional começou em 1976, quando ela cantou no rádio e depois competiu, no ano seguinte, no concurso Umm Kulthum, em Túnis. Sua canção vencedora, "Sawt Elfan" ("A Plumagem da Arte") tem como refrão "a plumagem artística é um bálsamo, uma arma e um guia que ilumina o espírito dos homens", o que pode ser interpretado como significando que os artistas desempenham um papel mais importante do que os guerreiros na sociedade.

Sua morte, em junho de 2011, foi descrita como "uma perda nacional" por Mohamed Ould Abdel Aziz, presidente da Mauritânia.



Ora, tão "étnico" quanto o pop inglês ou coreano.